Pra onde fugirei com minha dor,
Se o Mundo é uma prostituta torta
Que todo dia bate à minha porta,
A seduzir-me sem nenhum pudor?!
Pra onde irei com a consciência morta,
Se, pra qualquer lugar ao qual eu for,
Minha alma estará cheia de tumor;
De leuquêmico sordes, minha aorta?!
Sei que pra onde eu for, nefasto Mundo,
Por mais que eu vá ao íntimo profundo,
A minha alma jamais terá conforto!
É que, pra onde eu for com meus escombros,
Terei, ainda, no terror de assombros,
A sensação horrenda de estar morto!
Autor: Tiago Oliveira de Sousa.
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