Pega uma pedra e em tua palma a deita.
Observa-a e toca-lhe a áspera planura.
Sente na pele o gozo da ranhura
Na superfície estática e imperfeita.
A pedra, em sua impassibilidade,
Mostra-te, com esplêndida frieza,
Que a vida, como em toda a Natureza,
Nem sempre está na tez da realidade.
Em tua mente rasa, o ódio medra;
Aluis em tua palma a tenra pedra
Porque ela contradiz tudo que pensas.
E a pedra, se esvaindo entre teus dedos,
Levou consigo todos os segredos
E a pequenez das almas mais imensas!
Autor: Tiago Oliveira de Sousa.
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