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sábado, 1 de maio de 2010

A Pedra Filosofal e o Psitacista

Pega uma pedra e em tua palma a deita.

Observa-a e toca-lhe a áspera planura.

Sente na pele o gozo da ranhura

Na superfície estática e imperfeita.


A pedra, em sua impassibilidade,

Mostra-te, com esplêndida frieza,

Que a vida, como em toda a Natureza,

Nem sempre está na tez da realidade.


Em tua mente rasa, o ódio medra;

Aluis em tua palma a tenra pedra

Porque ela contradiz tudo que pensas.


E a pedra, se esvaindo entre teus dedos,

Levou consigo todos os segredos

E a pequenez das almas mais imensas!



Autor: Tiago Oliveira de Sousa.

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